
"Na sequência da morte, começamos por ver, num longo plano fixo que nada parece justificar, um cruzamento de ruas dos suburbios de Paris, ruas desertas. Só um minuto depois, chega o 404 de Raoul e chegam os outros, para o ajuste de contas. Tudo é tão rápido. Raoul protege-se com o corpo de Nana e o outro diz-lhe que não é por ele ter uma mulher à frente que vai deixar de disparar. Mas, na confusão, quem mata Nana é Raoul. Nana foi o corpo a mais. Sempre.
E a última coisa que viveu da vida - a última coisa que viu na vida - do sítio onde se encontrava, foi esse cruzamento sujo e feio de ruas desertas. Por isso, ele durou tanto tempo, antes. Por isso, não o vemos no fim."
João Bénard da Costa
E a última coisa que viveu da vida - a última coisa que viu na vida - do sítio onde se encontrava, foi esse cruzamento sujo e feio de ruas desertas. Por isso, ele durou tanto tempo, antes. Por isso, não o vemos no fim."
João Bénard da Costa

Maravilha :)
ResponderEliminarAs palavras de Bénard da Costa são abençoadas.
ResponderEliminarSempre.