
Der Siebente Kontinen (O Sétimo Continente) é o primeiro filme de Michael Haneke, fazendo a exclusão da praxe de alguns trabalhos anteriores feitos para a televisão.
O filme aborda uma família, que poderia ser qualquer família, e que por isso mesmo, nos é apresentada mais pelas profissões que desempenham, sem mostrar muitos traços das suas personalidades. Georg e Anna percebem que algo está mal, quando a sua filha Eva finge estar cega e, ponderam uma mudança de vida. Talvez a viagem de sonho á Austrália (daí a alusão ao sétimo continente).
Neste filme estão presentes muitas das características que Haneke viria a explorar no seu cinema. Os diálogos são minimos e rotineiros, a alienação e a imersão numa socieadade cada vez mais afastada também marcam presença, assim como a aparente simplicidade das acções que a câmara nos mostra e acima de tudo o facto de Haneke, nunca cair no erro de julgar, e de nos mostrar uma moral.
São incriveis o hipnotismo e o niilismo presentes nesta fita, assim como o é, o facto de Haneke nos conseguir chocar de forma extrema sem que para isso nos mostre sequer uma gota de sangue.

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