01 Outubro 2010

5 de Novembro: Casa da Música


Quem me conhece sabe o quanto gosto desta banda. Sem dúvida uma das mais geniais da última década e meia, sensivelmente.
Eu até estava a pensar ir á Casa da Música ver os "pais" da música industrial, Throbbing Gristle, mas com a confirmação da actuação dos Ulver (que apenas recentemente começaram a tocar ao vivo), EU VOU!
No dia 5 de Novembro vai acontecer o que sempre assumi como sendo impossível. Os Ulver vão pisar território português.
Os Ulver começaram quando Kristoffer Rygg (aka Garm; Trickster G; Fiery G. Maestrom) era ainda um adolescente, no nicho do Black Metal norueguês, e logo se destacaram.
Bergtatt - Et Eeventyr i 5 Capitler
, o primeiro disco permanece com um dos melhores dessa negra corrente estilística.
Ao segundo disco, Kveldssanger, deixam a electricidade de lado e oferecem-nos folk melancólica e soturna. Para completar a trilogia, segue-se Nattens Madrigal - Aatte Hymne Til Ulven i Manden, um disco que obriga a ter um grande par de cojones para ser escutado. Acham que a vaga raw do Black Metal se ficava por Darkthrone primordial? Ouçam Nattens Madrigal e vejam a coça que levam...
E a trilogia do "Black Metal" (que não o era) estava terminada. A partir daqui nada seria igual...
Dois anos depois, surge o disco Themes From William Blake's The Marriage Of Heaven And Hell, disco conceptual que contem passagens dos mesmo poemas que lhe dão o nome. Aqui há electrónica, música industrial, drum and bass e experimentalismo, tudo embrulhado em música que tem cariz ambiente.
Em 2000, editam Perdition City: Music To An Interior Film, (aquele que é o meu disco preferido da banda) e que é sem qualquer dúvida um dos melhores desta última década. Aqui o grupo entre pelos caminhos do Trip-Hop e até do Acid-Jazz com mais electrónica. Um marco da música moderna.
Os dois lançamentos seguintes em formato longa-duração de originais são duas bandas sonoras brilhantes Lyckantropen Themes e Svidd Neger. Pelo meio brindam-nos com alguns EPs e uma compilação de temas remixados por grandes nomes de varias tendencias.
Os últimos discos são Blood Inside, que segue a linha do que o grupo nos habituou, aprofundando todas as características do grupo e, Shadows Of The Sun, um disco minimalista em que a electrónica assume o caracter de música de câmara, num dos discos mais introspectivos de sempre!
Esta metamorfose musical que acompanho há largos anos e que nunca deixou a desejar, teve um grande impacto em mim, moldando uma grande parte daquilo que sou e aprecio, musicalmente falando. Ou melhor, artísticamente falando.
Quem me conhece sabe o quanto gosto desta banda!

5 BLASTS:

  1. Nice post!
    Depois de o ler, fui ouvir a Porn pieces or the scars of cold kisses..
    remember? :)

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  2. Uma banda fabulosa,tanto na vertente metal como na mais experimental...Vou tentar dar um salto ao Porto no dia 5!

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  3. Ele é um génio, para mim. É por isso que o sobrevalorizo. Faz parte de duas bandas que estão no meu top... de sempre!

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  4. Não diria que Tool é apenas bom rock. É uma das melhores bandas da actualidade! Não diria também que coloco os seus membros em pedestais nem os considero sagrados! São excelentes músicos, excelentes compositores e só por aí merecem ser valorizados e respeitados. A arte não ultrapassa os homens porque são os homens que fazem a arte!
    São opiniões... e eu respeito a tua opinião.
    :)

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  5. Para mim, vem tudo da massa cinzenta - o querer ser original, o querer ser diferente, a criatividade, a dedicação, (...) da mente humana, portanto!

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