
Inception conta-nos a história de um grupo que entra nas mentes das pessoas, através de sonhos partilhados, para roubar os seus segredos. O filme centra-se em Don Cobb, o extractor, que executará o seu último trabalho de modo a obter a redenção e voltar para a sua família.
Cobb (DiCaprio) é ajudado por uma equipa, Arthur (Joseph Gordon-Levvit), a arquitecta Ariadne (Ellen Page), o falsificador Eames (Tom Hardy) e o químico Yusuf (Dileep Rao) para invadir a mente do magnata Fischer (Cillian Murphy) a pedido de Saiton (Ken Watanabe).
O filme de Christopher Nolan é o mais falado do ano, e tem dividido públicos bastante distintos.
O público alvo tem elevado o filme a um estatuto que não lhe pertencerá e a crítica tem-se dividido entre os que gostam do blockbuster de Nolan e os intelectuais que desancam o filme como sendo apenas um filme de acção com pressupostos intelectuais.
Tudo tem sido criticado. O argumento leva-se demasiado a sério, complicando-se demasiado. Muitos são aqueles que afirmam que mais que um visionamento é necessário por tanta complexidade. Quanto a mim, o filme não tem nada de complexo e não será necessário nenhum visionamento extra. É verdade que se entra em níveis diferentes mas isso será como descer o parque de estacionamento de um shopping. O exagero da música de Hans Zimmer, que sufoca a acção sendo omnipresente. Vale a pena referir que a banda sonora é bastante boa, apesar de concordar com o seu recurso excessivo.
Nolan foi comparado a Hitchcock e então os intelectualoides cairam-lhe em cima, dizimando-o. É óbvio que o talento de Hitchcock é irrepetível, sendo um dos maiores mestres do cinema, e não se devem tecer comparações gratuitas consigo. E causa-me tanta impressão quem os compara como os intelectuais que levam essas comparações tão a sério que fazem tertúlias á volta dessa questão.
DiCaprio não impressiona num papel que tem muitas semelhanças com o seu personagem anterior, no filme de Martin Scorsese, Shutter Island.
Ora, quanto a mim, não devemos ser tão extremos no que toca a este filme.
É um blockbuster, é certo. Perde-se demasiado em cenas de acção e tiros (particularmente na cena da neve) mas foca-se em temáticas interessantes. Nolan vai seguindo uma temática que incide no lado negro do ser humano.
Para os haters só digo isto, preferem um blockbuster de Nolan ou uma total americanada que trata os os cinefilos como brainless totais?
Outra coisa que não consigo deixar de pensar é como Inception faz Avatar parecer uma brincadeira de crianças sem qualquer nexo.
Que venham os blockbusters inteligentes.

É um génio!
ResponderEliminarAbraço
Cinema as my World
O filme é bastante bom sim. E o Distrito 9 faz com que o Avatar pareça desenhos animados do canal panda
ResponderEliminarPese embora o excesso de tiroteio, como referiste, em algumas partes do filme, vê-se com muito agrado.
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