18 Maio 2010

30 anos depois...


Faz hoje trinta anos que Ian Curtis, vocalista dos Joy Division, se suicidou, com apenas vinte e três anos.
Os Joy Division eram uma banda em pleno crescimento, fosse pela música negra e intensa ou pelas letras profundas e tocantes, mas o salto para a fama dar-se-ia no dia seguinte, dia em que rumavam aos Estados Unidos para uma tour por todo o país.
A personalidade conturbada de Ian, a doença que se manifestava cada vez mais frequentemente, a mulher e a amante, não o permitiram e Ian Curtis não resistiu, e ironicamente levaria o nome dos Joy Division ao topo, mas através do suicidio, tornando-se assim uma lenda...
E trinta anos depois, o que resta?
A música. A música dos Joy Division que vive um certo revivalismo que ultrapassa o culto que existiu durante anos, com muitas bandas a citarem o seu nome como inflûencia e cada vez mais jovens a considerarem-se fãs daquele som, negro, esparso, defeituoso, introspectivo e enérgico.
Dois LPs que são obras-primas autênticas e que ficam para a história, Unknown Pleasures e Closer, bem como algumas compilações póstumas com temas gravados antes da morte do vocalista.
Resta ainda um filme de Anton Corbijn, famoso fotógrafo que acompanhou a banda, entitulado Control, de 2007, e um documentário, do mesmo ano, realizado por Grant Gee.
Há também Touching From A Distance, uma biografia da sua esposa Deborah Curtis.
Ian Curtis suicidou-se na cozinha de sua casa, em Manchester. Antes disso contemplou a morte e a arte, ouviu The Idiot de Iggy Pop e viu Stroszek de Werner Herzog, curiosamente um magnífico filme sobre a dureza do sonho americano.

2 BLASTS:

  1. "Defeituoso"? Está bem.
    O Ian não deixou um bilhete? Tenho ideia que sim. Teria sido interessante teres referido isso no teu "artigo".
    Já agora, passo a publicidade que vi: Tributo a Ian Curtis, sexta à noite, dia 21, num bar que agora ja nao me lembro mas sei que é em Campanha!

    ResponderEliminar