20 Abril 2010

Mão Morta - Mutantes S.21 (1992)


Já com Sapo na guitarra e em Dezembro de 1992, os Mão Morta editam aquele que é considerado por muitos, ainda hoje, como o melhor disco da banda de Braga, Mutantes S.21.
Adolfo Luxúria Canibal já tinha algumas das letras escritas sobre cidades e então, o grupo decidiu fazer o seu primeiro disco assumidamente conceptual, e além disso, todos os temas foram escritos para as letras que já existiam e em função dos ambientes que se queriam para as cidades.
Mutantes S.21 viaja por nove cidades, e entre elas estava Budapeste, o tema icónico que traria o sucesso e a banda para o mainstream nacional. O tema recebeu bastante airplay nas rádios e o seu video era o mais pedido em programas de televisão, com todo este sucesso o disco escalou o top de vendas nacional.
Apesar do reconhecimento que ganhou ás custas de Budapeste, a banda nunca sentiu que fosse justo ser representada por um único tema, curiosamente Carlos Fortes chegou a apresentar a música num concerto como "uma canção para atrasados mentais" e mais tarde, durante alguns anos, o grupo decidiu não tocar esse tema, como reacção aos pedidos unidireccionais do público.
Apesar de ser um disco conceptual, a parte musical é também bastante forte e os temas mostram-se musculados e viciantes, sendo que alguns possuem três guitarras e um baixo poderosíssimo, que nos ficam a ecoar pela cabeça durante muito tempo.
O grupo bracarense sempre assumiu também que este é um disco especial, uma vez que é o que se aproximou mais do resultado que seria esperado.
Esta foi uma época de excessos rock and roll, e a tour de apresentação a Mutantes S.21 foi marcada pelo álcool, os quartos de hotel com sangue nas paredes e as próprias banheiras cheias de sangue, além de relatos que falam em pessoas cozidas a sangue frio e pessoas que perdiam as calças na rua. A tour ficou ainda marcada por um facto inesperado, a destruição do Teatro Circo em Braga (em que nem o grande candeeiro resistiu), sobre a qual Adolfo refere: "Os Mão Morta não têm culpa nenhuma da destruição do Teatro Circo, ninguém tem culpa, são coisas que acontecem e o Presidente da Câmara mostrou-se perfeitamente compreensivo... aliás disse que preferia ter o Teatro Circo destruído, mas depois de uma enchente do que ter o Teatro Circo eternamente vazio".
Todo este sucesso e polémicas deram á banda a oportunidade de assinar por uma editora grande, a BMG, que editaria o disco seguinte...
Este é o maior disco de rock, no sentido mais restrito da palavra, de sempre em Portugal.

1 Lisboa (Por entre as Sombras e o Lixo)
2 Amesterdão (Have Big Fun)
3 Budapeste (Sempre a Rock & Rollar)
4 Barcelona (Encontrei-a na Plaza Real)
5 Marraquexe (Pç. das Moscas Mortas)
6 Berlim (Morreu a Nove)
7 Paris (Amour A Mort)
8 Istambul (Um Grito)
9 Shambalah (O Reino da Luz)

Adolfo Luxúria Canibal - voz
Miguel Pedro - bateria
Carlos Fortes - guitarra
António Rafael - teclas/guitarra
José Pedro Moura - baixo
Sapo - guitarra

4 BLASTS:

  1. Os Mão Morta encontram-se agora nas redes sociais. Vamos apoiar a banda?

    http://www.facebook.com/pages/Mao-Morta/115301338489095?ref=ts

    http://twitter.com/maomorta

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  2. Com muita dúvida, arrisco dizer que é o meu 2º favorito destes senhores.
    Tanta genialidade...!
    A Budapeste e a Amsterdão são qualquer coisa de especial. E a Berlim. Todas.

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  3. Para mim a melhor é a Budapeste, porque nos concertos o pessoal fica em delirio e tornou-se especial para mim. Ainda hoje acordei com essa musica na cabeça! Já que tens tanto trabalho a escrever estes posts, podias tentar saber quando vêm ao Porto :D

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  4. Devido ao teu blog ouvi Mão Morta. Até são porreiros, as letras são deveras interessantes mas penso que o ritmo é muito monótono...

    Abraço
    Cinema as my World

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