Um ano antes da edição do segundo disco, o grupo bracarense marcou pela imprevisibilidade e visceralidade dos seus concertos, principalmente o do Rock Rendez-Vous, em que Adolfo Luxúria Canibal se cortou na perna, com uma faca. "Quando me cortei num concerto dos Mão Morta, fui longe demais, era uma faca nova mais afiada do que eu pensava. O ambiente na sala estava pesadíssimo, havia necessidade de aplacar um bocado as coisas e eu pensei que o sangue poderia acalmá-los... o sangue assusta. Afinal o sangue acabou por ser demais, e aí é que eu vi que tinha feito asneira". Toda a exposição de que o grupo era alvo trazia marcas e Adolfo comentava "Estou farto da música. Estou a pensar sair dos Mão Morta em Novembro ou Dezembro (...) Estou farto de tocar ao vivo. É uma das razões porque os Mão Morta têm problemas. Tocamos todos os fins-de-semana e não gosto."No entanto, era o fim da linha, não para o vocalista, mas sim para Joaquim Pinto, baixista e membro fundador. A partir daqui, e até dias de hoje, Adolfo Luxúria Canibal e Miguel Pedro mantêm-se os dois membros fundadores e figuras maiores da Mão Morta.
Para o lugar de baixista entra, em 1990, José Pedro Moura e pouco depois, António Rafael, membro que ainda hoje permanece na banda, entra para os teclados.
Com o ânimo da gravação do primeiro disco, que se tinha mostrado tão fácil, os Mão Morta entram em estúdio com a intensão de compor e gravar novos temas com a facilidade que este lhes oferece, no entanto apenas os pequenos temas instrumentais que fazem parte do disco foram criados nessa altura.
A banda, frustrada, pára por algum tempo, para compor novos temas devidamente e regressa apenas ao estúdio com material digno de gravação. Adolfo Luxúria Canibal considera Corações Felpudos um disco "particular", na medida em que, foi um disco que lhes abriu inúmeras portas, por ser bastante diferente do primeiro. Admite ainda que o disco é algo incoerente, e mesmo com bons temas, há outros que deveriam ter sido trabalhados melhor.
Miguel Pedro e Adolfo consideram este um disco muito marcado pela composião de Zé dos Eclipses, em que ele imprimiu a sua forma de tocar muito sui generis á composição dos temas, e que este é um disco de "ressaca existencial", mais introvertido, e de uma "falsa" serenidade, pois apesar de haver muita angústia contida, ela nunca explode.
Corações Felpudos foi editado pela Fungui, marca de malas e carteiras de Vitor Silva, manager dos Mão Morta áquela data.
A1 Ventos Animais
A2 Olho da Máscara
A3 Desmaia, Irmã, Desmaia
A4 Fogo Fátuo
A5 Destilo Ódio
A6 Fado Canibal
A7 Cristina Vai ás Compras
B1 Maria, Oh Maria
B2 É uma Selvajaria
B3 Santana Menho
B4 Freamunde Acapulco
B5 Facas em Sangue
B6 Arlequim
Adolfo Luxúria Canibal - voz
Miguel Pedro - bateria
Zé dos Eclipses - guitarra
Carlos Fortes - guitarra
António Rafael - teclas
José Pedro Moura - baixo
A2 Olho da Máscara
A3 Desmaia, Irmã, Desmaia
A4 Fogo Fátuo
A5 Destilo Ódio
A6 Fado Canibal
A7 Cristina Vai ás Compras
B1 Maria, Oh Maria
B2 É uma Selvajaria
B3 Santana Menho
B4 Freamunde Acapulco
B5 Facas em Sangue
B6 Arlequim
Adolfo Luxúria Canibal - voz
Miguel Pedro - bateria
Zé dos Eclipses - guitarra
Carlos Fortes - guitarra
António Rafael - teclas
José Pedro Moura - baixo

O texto está muito bem escrito, podias divulgá-lo aos Mão Morta, iam gostar :)
ResponderEliminarAdoro a Ventos Animais, principalmente a intensidade com que é tocada ao vivo...
São ventos animais,
Doenças, traições,
Crescem dentro, dentro
Até NUNCA maaaiIISSSSs...
É das poucas coisas que me fazem orgulhar de ser bracarense.
ResponderEliminarAmo a obra, adoro o que me fazem sentir a cada nota que tocam.
Beijinhos, pá.
Inês, eles tem mais o que fazer do que ler textinhos meus :p
ResponderEliminarRaquel, são sem dúvida um orgulho para todos os bracarenses!
"Fraquinhos, fraquinhos..." Pois, pois... :b
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